O Despertar
A cada dia da minha vida eu desperto de uma forma diferente. Hoje, por exemplo, acordei com uma tremenda dor de cabeça e com algumas questões em mente que me trouxeram a escrever esse blog. Em se tratando de sono, a cada dia despertamos de uma maneira única. Mas ouso dizer que a vida é assim em outros aspectos também.
Quando leio livros sobre realidades diferentes da minha, eu desperto para temas que me eram estranhos até então. Quando escuto musicas carregadas de crítica social, eu desperto para essas críticas. Quanto mais eu estudo, mais desperto para as questões acadêmicas. Quando eu engravidei do meu primeiro filho eu comecei a despertar para os feminismos.
Eu sempre achei que seria mãe de meninas, mas estava esperando um menino. Saber que eu seria responsável junto com meu marido na formação social, cultural e moral de um menino, em um primeiro momento me deixou muito preocupada. E foi neste contexto que me encontrei com o livro "Para educar crianças feministas", da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.
Nessa época meu conhecimento acerca do tema era extremamente limitado e cheio de tabus. Mas meu relacionamento com o manifesto da Chimamanda foi crucial para que eu continuasse despertando neste sentido. Logo no inicio de sua fala ela explica que sempre conta com o que chama de Ferramentas Feministas, são duas:
1- A primeira ferramenta é sempre lembrar de que "Eu tenho valor." De forma incondicionada.
2- A segunda ferramenta é fazer esta pergunta: "A gente pode inverter X e ter os
mesmos resultados?" No sentindo de não fazer escolhas na vida baseados numa imposição de desigualdade de gênero.
Este foi meu primeiro contato com o feminismo. Foi o meu primeiro despertar. Eu digo que foi o primeiro porque eu sigo despertando todos os dias a medida que aprendo e me transformo. A maternidade me fez questionar muito, me fez perceber mais. A maternidade me aprisionou, para me libertar.
Sororidade!
Escrito por Cíntia Andrezzo.

Oi, querida. Amei teu texto. Eu também pensei que seria mãe de menina quando tive meu primeiro filho e acabei tendo que acostumar com o "mundo azul" como chamam. Hoje, ele é adolescente e me preocupa muito o que o funk e outras mídias ensinam sobre o tratamento às mulheres como mero.objetos de prazer. E, agora, acabei sendo mãe de menina também e mais preocupada fiquei ainda temendo que no futuro venha a ser "usada" como dita o funk
ResponderExcluire o tal sertanejo universitário, e que meu filho seja um "usuário" das meninas...não me desce essa ideia. Então oro pra que qualquer influência externa não prejudique o desenvolvimento dos meus ffilhos. Enfim, que no mínimo saibamos tratar a todos como verdadeiros irmãos, respeitando suas diferenças
Oi Ane! Que lindo relato! Realmente precisamos lutar contra essa tendência machista que vê a mulher como um objeto. E eu acredito muito que educando os nossos meninos para o feminismo vamos conseguir transformar o mundo!
ExcluirAmei! Me identifico muito. Que continuemos a despertar para aquilo que é realmente importante, e a educar nossos meninos para que amem e principalmente respeitem as mulheres.
ResponderExcluirAté atingirmos um mundo igualitário para meninas e meninos!
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